Dilma, Lula e PT apostaram na conciliação com mídia corporativa

PT e a Aposta na Mídia Corporativa

Quando pressionados a tecerem autocriticas, lideranças do PT comumente citam a reforma política e dos meios de comunicação, ambas negligenciadas quando o partido gozava de amplo respaldo social. Ao invés das reformas, PT preferiu adotar práticas políticas tradicionais (e.g. loteamento de cargos públicos) e o pacto com monopólios dos meios de comunicação. O reconhecimento da necessidade de reformas nas regras que gerem a mídia veio após o papel que estes desempenharam na destituição da Presidente Dilma. Apesar do reconhecimento, feito inclusive por Fernando Haddad em inúmeras entrevistas, o PT e suas lideranças insistiram em um pacto com a comunicação corporativa, e o que é pior, continuam apanhando de forma vexatória.
Após longo silêncio que sucedeu as eleições presidenciais, Fernando Haddad escolheu a Folha de São Paulo para externar sua narrativa. Os porquês da escolha permanecem no ar.
Pelo alcance da Folha de São Paulo?
Por sua suposta respeitabilidade frente à elite e classe média brasileiras?
Até mesmo Bolsonaro demonstrou que estas questões foram fortemente invertidas com o advento das redes sociais.
A mídia corporativa deve ser colocada em cheque e ridicularizada como vêm sistematicamente defendendo Bolsonaro e seu guru, Donald Trump? Absolutamente, não!
Entretanto, tão pouco deve ser privilegiada diante do alcance de outras vias, de facto, comprometidas com os interesses do povo brasileiro. Após entrevista, ocorrida ontem à jornalista Mônica Bergamo, a Folha de São Paulo dedicou seu editorial a apequenar e sedimentar uma narrativa diametralmente oposta à exposta por Haddad. Mais um cruzado de direita na cara da insistente tentativa do PT e de suas lideranças em pactuar com os interlocutores dos donos do poder financeiro. Talvez, e somente talvez, Folha de São Paulo, Globo e afins, devessem reportar entrevistas importantes concedidas em veículos com real compromisso popular e não serem voluntariamente fortalecidas como protagonistas das narrativas politicas nacionais.
É possível que a estratégia de afirmar que o “golpe de estado” é uma palavra forte demais para definir os acontecimentos de 2016 não seja a melhor. Teria também se tratado de um “Movimento”, como disse o Ministro do Supremo Dias Toffoli se referindo ao golpe de Estado de 1964?
São muitas as perguntas. Todas retóricas…  As respostas, sabemos, nós.
Não é possível controlar o João (Roberto Marinho)!
https://youtu.be/DcaGE_n5vy8

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