PT busca impedir a formação de blocos de oposição independente

Há quem diga que das grandes traições se iniciam as grandes renovações

Apesar de não serem comentadas pelas lideranças petistas como as principais razões aos descontentamentos dos partidos que hoje buscam formar um bloco sem o PT, as atitudes recentes deste partido são inescapáveis:
– Acordão com o PSB que estava prestes a se coligar com o PDT no pleito presidencial para que declarasse sua neutralidade;
– A eliminação de dois importantes quadros das disputas estaduais: Marília Arraes em Pernambuco e Márcio Lacerda em Minas Gerais;
– A eliminação da candidatura de Manuela D’ávila e a adoção de uma estratégia de marketing que a marginalizou na corrida eleitoral como vice de Haddad;
– O deslocamento do “centrão” para a candidatura de Geraldo Alckmin. Obra do Presidente Lula.
Ademais, era sabido não só pelos institutos de pesquisa, mas por todos, que o antipetismo, o qual não simpatizo, levaria  quaisquer candidatos à vitória em uma eventual disputa contra o representante de Lula. Entretanto, hoje, expõem-se  os reais interesses. O país foi colocado em cheque e entregue a um louco para que o PT renovasse sua bancada na câmara federal e permanecesse hegemônico, agora como oposição, sempre visando o retorno à presidência da república.
“Não existe esquerda sem o PT”.
“Oposição sem o PT é conversa de quem vai para o mundo da lua”.
Essas declarações só fortalecem a narrativa factual que levaram o PCdoB, PDT e PSB a atraírem outros partidos e formarem um bloco de oposição sem o PT. Soma-se a isso, sua postura, compartilhada também pelo PSOL, de oposição selvagem, colocando o país como refém de disputas políticas e de poder. Sobre isso, vale ressaltar o trecho do livro de Brizola:
“Vamos evitar os bloqueios, que se desenvolva uma oposição cega, sectária, sistemática. Vamos zelar até para que o presidente recém-eleito tenha a sua oportunidade de governar. Vamos denunciar, vamos criticar tudo aquilo que nos pareça errado. E vamos apoiar tudo aquilo que nos apresente como coerente, como correto”.
A Legalidade e Outros Pensamentos conclusivos.
Como se não bastasse… Hoje foi veiculada a notícia de que Fernando Haddad está repetindo o mesmo equívoco. Buscou o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, para que o PSB, “pelo menos”, não aderisse ao bloco de oposição proposto pelo PDT.
Seria mais uma neutralidade entre blocos de oposição?
Além de um desrespeito com uma sigla da magnitude do PSB, trata-se de uma prova cabal que a derrota nas urnas provocadas por evitáveis equívocos, não foram suficientes para que o partido revisasse suas posições. O PT, infelizmente, tem se tornado tóxico e um risco às forças progressistas do país. Há quem diga que das grandes traições iniciam-se as grandes renovações. Que assim seja.

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