Guedes propõe reforma administrativa que veta partidarismo

Guedes, o hipócrita!

A atuação do juiz Sérgio Moro é de uma suspeição avassaladora. O facto de ter oferecido uma testemunha contra Lula ao Ministério Público, a condescendência com expedientes ilegais para arrancar convenientes versões, além dos vazamentos manipulados, já deveria bastar para o convencimento dos incrédulos. Entretanto, sobram indícios de que Moro sempre foi o comandante em chefe da força tarefa da lava jato.

Ademais, nenhum analista político com o mínimo de honestidade intelectual pode descartar o papel da lava jato na eleição de Jair Bolsonaro.

Nos últimos dias, vieram à tona declarações de Gustavo Bebianno, ex sercretário-geral da Presidência da República, sobre o convite e conversas realizadas entre Paulo Guedes e Sergio Moro envolvendo a possibilidade que o juiz viesse a assumir a pasta da justiça. O testemunho apenas reforça relatos pretéritos vindos de outros membros do governo.

O vice-presidente Mourão já havia confirmado que Guedes estava em conversação com o ex-juiz pelo menos durante a campanha:

“Isso já faz tempo, durante a campanha foi feito um contato” disse Mourão.

Em entrevista ao jornalista Fábio Pannunzio, Bebianno disse:

“Paulo Guedes mencionou que estava conversando com Sergio Moro. Ele me contou que já tinha tido cinco ou seis conversas com Sergio Moro e que Sergio moro estaria disposto a abandonar a magistratura e a aceitar esse desafio como ministro da justiça”.

Cinco ou seis conversas, destacamos.

Moro, claro, nega os factos. Aliás, negar factos é uma característica bem peculiar desse governo.

A outra é a hipocrisia.

Lembremos que Moro, a seis dias do primeiro turno, liberou parte da delação de Antonio Palocci. Seis dias antes do primeiro turno, amigos.

Mesmo com este histórico, Paulo Guedes tem defendido uma reforma administrativa que veta filiação partidária à funcionários públicos. A reforma administrativa impediria que servidores públicos com militância partidária ganhem estabilidade no emprego.

Disse Guedes ao comentar seu “Plano Mais Brasil”:

“Tem filiação partidária não é servidor, é militante. Pode ser militante, mas não pode ter estabilidade”.

Juiz pode, professor Guedes?

Claro que esse ponto da reforma administrativa, por ser flagrantemente inconstitucional, será vetado. Entretanto, o despudor salta aos olhos.

Como dizem meus conterrâneos fortalezenses: isso é uma [email protected]@!

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